01abr17 - Sede da Prefeitura de São Paulo

Até o governo anterior esse cercado era bem mais rente ao prédio, inclusive tinha uma banquinha com mapas e informações turísticas ao lado do poste da direita. Num ato de coragemm típica, nosso prefake ampliou, o isolamento do executivo municipal, tomando espaço dos cidadãos (ao menos aos sábados).


13abr17 - Metrô Sé, sentido Jabaquara

Em pleno sucateamento, o antes orgulhoso metrô de Sampa está infestado de vendedores, pedintes e artistas. E, pelo texto deixado anonimamente numa viga reservada para anúncios publicitários, também está infestada de gente preconceituosa.


22abr17 - Shopping Metrô Tatuapé

Banca/gibiteria fechada, era um dos meus points preferidos nesse Shopping. E nos meus "resposta para a vida, o universo e tudo mais" anos de vida, nunca vi tantas lojas fechadas em Shoppings, tantas promessas de "aguarde, em breve uma novidade para você" nas fachadas vazias, ao menos no Tatuapé e Santa Cruz, onde mais circulo. As coisas melhoraram, não é?

Hoje fez um ano que teve uma votação esdrúxula (com motivos esdrúxulos, muita hipocrisia e muito nome de Deus em vão), iniciada por vingança e que nos dias seguintes virou meme e piada nacional.

Bom, a Dilma caiu e o país está garantindo nossos direitos e estamos vivendo melhor que antes, né?


né????

• A Fonte Âmbar (de Ana Lúcia Merege) - Último volume da "Trilogia Athelgard", iniciada em O Castelo das Águias e A Ilha dos Ossos, que se passa num mundo medieval fantástico, um tanto inspirado nos antigos celtas, com espada e guerreiros, magia e magos (mas uma magia discreta, sem muitos efeitos de luz, bola de fogo e encantamentos em latim macarrônico), elfos (bastante humanos, na minha opinião) e até dragões (ok, só "vi" um na série toda, e de longe - mas que eles existem lá, existem).

O primeiro volume, O Castelo das Águias, conta a chegada de Anna de Bryke para lecionar na Escola de Artes Mágicas de Vrindavahn (não, não é Harry Potter, tem a palavra "medieval" ali no alto, viu?), seu envolvimento com novos colegas e ambiente, a defesa das águias da região contra os militares que as querem usar para seus fins sem pensar na consequência para os animais e, principalmente, o romance dela com Kieran, o ranzinza Mestre das Águias. Talvez esse foco no romance (depois de um primeiro capítulo agitadíssimo) irrite alguns, mas é um bom livro.

Depois vem A Ilha dos Ossos, em que Anna desaparece numa viagem, e Kieran vai atrás dela de sul a norte no lado oeste do continente. Acho que é o livro que mais gostei, devorando as páginas. Nosso personagem ranzinza vai juntando as peças do paradeiro da companheira e seguindo em frente, e ninguém consegue impedi-lo, nem se tiver séculos de idade ò_ó E não, não é um livro com "donzela em perigo", já que a desaparecida usa inteligência e recursos disponíveis para se manter viva e virar o jogo assim que for possível =) Única reclamação que tenho desse livro é o final "solto", ele não parece fazer parte do corpo do texto, nem os personagens anseiam/esperam/procuram pelo que foi conseguido ali.

A Fonte Ambar tem ritmo mais quebrado que o livro anterior, por trabalhar com vários narradores, geralmente o casal Kieran e Anna, mas outras pessoas compõem o mosaico de vozes. E nisso a autora se destaca positivamente, os narradores estão bem distintos, só escorregando poucas vezes, talvez por serem personagem menos interessantes.
E o que acontece nesse livro, mushi-chan? A guerra está chegando às Terras Férteis e nosso casal de magos vai à cidade de Scyllix - em parte para ajudar na preparação para a guerra, parte para resolver a questão das águias guerreiras e também para investigar poderoso mago que dizem estar por detrás do exército inimigo.
[pinte com o mouse se você curte spoilers]E esse mago talvez seja o calcanhar de Aquiles do livro: são dois, sendo que o mais novo se "converte" fácil demais para o lado dos narradores. Ok, é coerente com o personagem, mas fácil demais.... e, poxa, o vilão mais velho (bem velho), não previu que isso poderia acontecer?
Por sinal, esse mago era desinteressante e apagado na trama, e quando se revelou, ficou meio óbvio e chamativo. E continuou muito interessante
. Apesar que o grande "inimigo" do livro é o espectro da guerra chegando, não as pessoas.

# Veredicto: é uma boa série que recomendo sem medo. Tem o problema do patinho feio da série ser justamente o começo dela, mas tendo sido o leitor avisado do nível de açúcar, tudo se resolve x)
# Bom: a narrativa flui gostosa, o universo é rico e "vivo", o par central é cativante e cheio de personalidade. E, para quem gosta, o segundo livro tem um vampiro e o segundo tem uma cena de ataque de zumbis :P E, na Fonte Ambar, gostei da interação e evolução da relação de Kieran (e Anna) com sua irmã ranzinza.
# Mau: algumas partes são mornas. Apesar das partes de ação, tem muita política (especialmente na Fonte Âmbar) e como leio beeeeeeeeeeeem parcelado, me embananava nos contextos explicados porque simplesmente já tinha esquecido metade do que tinha lido antes =_= Inclusive, tenho o mesmo problema com a multidão de personagens de nomes "estranhos" que povoam a série, mal me acostumei com o cast da Escola de Magia...
196 páginas (Castelo das Águias), 296 páginas (Ilha dos Ossos) e 300 páginas (Fonte Âmbar) • R$35,90 (Castelo das Águias) e R$49,90 (Ilha dos Ossos e Fonte Âmbar) • site oficial da série

Pateta Repórter (de Walt Disney de Teresa Radice & Stefano Turconi) - Mais um encadernado Disney, e esse ia deixar passar, até ser indicado por uma amiga que é bem exigente nas indicações: as histórias da dupla italiana (e também casal) Teresa Radice (roteiro) e Stefano Turconi (arte) se passam nos anos 30, numa cidade que remete à Nova Iorque daquela época, fazendo uma releitura divertida, com clima próprio dos personagens da "família" do Mickey: Pateta é um repórter (contratado por acidente), Minnie além de péssima cozinheira, tem um noivo que nunca aparece (e vocês sabem quem é), Clarabela é cartomante, a cidade tem como prefeito o Horácio e João Bafo de Onça e outros vilões menores aparecem como gangsters a serviço de Basil Blackspot (quem for esperto, vai saber quem ele é de cara^^), que também é o dono do jornal onde o Pateta trabalha.
A arte é diferente do normal, tem personalidade, que casa perfeitamente com a construção delicada do cenário e dos personagens - por sinal, acho foda a apresentação dos personagens no primeiro capítulo. Vários dos enredos fazem homenagem a enredos típicos do período (temos Chaplin, temos uma re(f/v)erência à Agatha Christie (foi por isso que me minha amiga leu o volume), aos primeiros aviadores que cruzaram oceanos, espiões, safaris na África, etc) e tem seu humor próprio, gostoso, meio inocente, mas não escrachado.

# Veredicto: recomendão. Acho que até quem não curte Disney vai curtir - alguns dos personagens estão saudavelmente distanciados dos modelos originais.
# Bom: só elogiei, né? Tem uma cena que é pura poesia pra mim, quando, numa caça ao tesouro em outro continente, um personagem meio que se declara à outra. Não se vê algo tão bem trabalhado por aí sempre.
# Mau: algumas histórias são só ok (discos voadores) e achei irritante a diagramação de algumas páginas necessitar de flechinhas guiando a leitura dos quadros.
480 páginas • R$59,90

Saga #4 (de Brian K. Vaughan e Fiona Staples) - Saga é aquele gibi famosão, que curto ler cada volume que sai em português, mas que não é essa coca-cola que anunciam. É legal, é bem contado, bem ilustrado, mas não revoluciona a cabeça de ninguém.
O que é: num universo com aliens humanóides (a maioria parece uma mistura de gente + algum bicho) (a minoria restante é uma mistura de gente com televisão....), um casal de espécies em guerra (Alana e Marko) tem uma filha, Hazel - e, sim, tendo uma filha mestiça eles fizeram algo proibido nas regras daquele universo. Assim, eles têm de fugir e se esconder por vários mundos, sobrevivendo e tentando criar a menina.
E, claro, tem caçadores contratados para captura-los.
A graça é que Brian K. Vaighan não é um autor raso. Os personagens são humanos, com defeitos irritantes e momentos iluminados. A trama segue um bom ritmo, quando você vê, já leu o volume todo. Só me preocupa o fato de que a cada edição entra mais gente e mais subtramas, fazendo o novelo crescer e crescer... (às vezes o autor é cruel e faz uns cortes dolorosos, quase que de surpresa...).

# Veredicto: leia sem medo, só não espere uma revolução :)
# Bom: a Gata da Mentira. Tem personagem secundário que vale mais que dimensões ficcionais inteiras.
# Mau: essa edição em si tá meio abaixo das anteriores, meio que centrada no trabalho novo de Alana (que podia ser algo mais interessante, só que ficou nhé), mas segura a qualidade.
152 páginas • R$65

PS: alguém me confirma que a língua alien que surge em alguns momentos é Esperanto?


outras resenhas:

(The Scarlet Witch)
Criada por Stan Lee em 1963, muitos mistérios circundam a origem da Feiticeira Escarlate. Sabe-se que, quando era adolescente, Vanda Maximoff e seu irmão, Pietro, viviam em sua tribo cigana quando perceberam que possuíam talentos bastante peculiares. Colocando-se em determinado estado mental, com um gesto, Vanda conseguia provocar verdadeiros fenômenos, enquanto que a velocidade de Pietro só podia ser chamada de sobre-humana. Quando o pai dos jovens começou a roubar comida de uma vila próxima para alimentar sua família, os habitantes do vilarejo atacaram o acampamento de ciganos. Usando sua velocidade incrível, Pietro fugiu com a irmã. Os anos que se seguiram, Vanda e Pietro passaram vagando pela Europa Central, até que a jovem, acidentalmente, provocou o incêndio de uma casa com seus poderes sobrenaturais. Ela e seu irmão foram perseguidos pelos habitantes supersticiosos e quase se viram linchados, quando Magneto (veja Magneto) surgiu em seu socorro. Pressionando os dois jovens para ingressarem na Irmandade de Mutantes (veja Irmandade de Mutantes), o vilão concedeu-lhes uniformes e os nomes de Feiticeira Escarlate e Mercúrio. Durante meses, eles serviram à Irmandade, até que o ser extraterreno de nome O Estranho (veja Estranho) teleportou Magneto da Terra. Quando isso aconteceu, a Feiticeira e Mercúrio abandonaram os mutantes e entraram para a equipe dos Vingadores (veja Vingadores). Certa época, Vanda perdeu misteriosamente seus poderes. Encontrando um livro mágico de outra dimensão, ela e Pietro foram levados até o mundo de Arkon (veja Arkon). Auxiliados pelos Vingadores, ambos conseguiram retornar à Terra, fato que devolveu os poderes mágicos à Feiticeira Escarlate.


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Só avisando :)


Basicamente estava no busão, voltando depois de passar horas boas com namorada e amigos. Dois pontos dele entrar no meu bairro, dois homens armados (que parece ter entrado na condução bem antes, talvez até no ponto inicial) roubaram os celulares dos passageiros e logo saíram. Nessa, o meu (igual o indivíduo da foto acima) se foi.
Paciência.

Graças a Deus ninguém se machucou e estou feliz por ter tido calma de ponta a ponta =p

Saldo: Não levaram meu ipod velho (provavelmente pensaram que eu tava de celular por manter fone de ouvido)(eles iriam me xingar muito se pegassem a sucata de ipod que uso), nem maquina fotográfica (também velha, precisa ser aposentada, mas uma guerreira). Os únicos itens que eu surtaria, insubstituíveis, são meus cadernos/fichário/diário que carrego para cima e para baixo. Estão comigo :)

Outra sorte minha é a pequenez em vida móvel que possuo: só uso e-mail, twitter, telegram, instagram e dropbox lá (estes últimos, rararamente). Já estão bloqueados etc. Não tenho facebook ou zapzap, não sou viciados em jogos (DROGA, acabei de perceber que perdi todos os saves de Phantasy Star >_<) nem uso o celular "produtivamente" - o aparelho era basicamente pra trocar SMS com dona namorada e ver se vendi algo no mercadolivre X)

Acho que é só, agora vai ser um saco escolher outro aparelho, e não, não é por ter sido roubado que vou apoiar candidatos (ex)militares ou (ex)policiais para qualquer cargo, fui privado do meu celular, não da sanidade.

PS: foto retirada desse site aqui.

Adesivos com mensagens mui pertinentes registrados num muro da Paulista:


25mar17 - fora Temer • golpista • exterminador do INSS<


vende-se uma cidade • tratar com João Dória • falso gari, falso cadeirante • falso prefeito • verdadeiro coxinha


piche aqui • r$ 5 mil off • cuidado com o taxista dedo-duro


Bóris
17/08/2002 ~ 24/03/2017



E nossa ovelha de pelúcia que pensava ser um cachorro foi embora hoje, ou como amiga falou, o céu ganhou mais um anjinho. Afinal, todos os cachorros vão para o céu (nunca vi o desenho, mas a frase pra mim é verdadeira), Bóris, daquele tamanho achava que cuidaria de todos nós. No fim, cuidamos dele, pois ele merecia, até os gatos cuidaram :)



A idade chegou com força, e lhe tirou a visão, lhe deu respiração pesada e taquicardia. Certa vez, tirou os movimentos das patas traseiras, insistimos o levantando para comer e fazer necessidades em pé, exercitar, quando notamos que ele não aguetava mais, nem ajudando. Ficar deitado o dia todo machucava.


Eu e minha mãe nos revezávamos nos cuidados, Téo dormia com ele em dias frios, Juju também e às vezes ela limpava as feridas dele com a língua (o que não é uma boa idéia, mas quem convence um gato de mudar de idéia?). Sansão ficava por perto, vigiando.


E vieram os ganidos de dor, a dificuldade até em comer.
Tivemos de tomar a decisão mais difícil. Acompanhei ele finalmente descansar, sem dor :(



Deve estar brincando com Milla, Chocolate, Bambam e outros bichos agora.



(Pharaoh Rama-Tut)
A data de nascimento e infância de Ramatut são desconhecidas. Sabe-se apenas que ele nasceu no futuro, por volta do século XXX, sendo um aventureiro numa época de paz e prosperidade. Descobrindo uma máquina do tempo nas minas da propriedade de um de seus ancestrais, ele passou a viver uma existência de conquistas e aventura. A principio, Ramatut saqueou vários períodos de tempo para conseguir armas e tecnologia. Por fim, ele decidiu esta belecer uma base de operações no Egito do ano 2950 D.C.. Criando um ídolo em forma de esfinge para ocultar seu transportador temporal, ele viajou para o passado. Todavia, devido a um erro de cálculo, os circuitos da máquina ficaram danificados na chegada e ele teve seus nervos óticos danificados. Apesar da cegueira, o viajante do tempo subjugou os nativos egípcios facilmente com seu armamento sofisticado. Um dos nativos deu-lhe uma erva rara que curou seus olhos e o fez recuperar a visão. Ele permaneceu naquela era até consertar sua máquina do tempo. No quarto ano de seu reinado, Ramatut foi visitado pelo Quarteto Fantástico, que viajou para o passado com um dos aparelhos do Dr. Destino (veja Dr. Destino). Decifrando certos hieróglifos. o supergrupo tomara conhecimento de uma possível cura para cegueira, existente naquela época, e esperava usá-la em Alicia Masters (veja Alicia Masters). Depois de uma curta vitória sobre o Quarteto, o faraó entrou em seu módulo de tempo e partiu, destruindo todas as evidências da tecnologia que utilizava. Criado por Stan Lee em 1963, até o momento nao se tem notícias de suas atividades.


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• Tempos de Guerra (de José Duval): Essa é uma HQ antiga, daquelas que eu tinha na coleção e sumiu por motivos misteriosos (aposto em cleptomania de alguma amizade de meus irmãos) e que fui "obrigado" a recomprar, já que desde sempre achei que merecia estar na coleção. Apesar de ser é história nacional "séria" (no sentido de "não ser humor underground/infantil") no gênero que hoje é chamado de "distopia", Tempos de Guerra parece ter passado sem alarde na época em que foi publicada, o que é uma injustiça.
No futuro, o jovem Iágar muda para uma São Paulo dividida entre o povo que vive no chão, os pobres e as gangues (se matando em suas guerras e confrontando a polícia) e os que vivem nas "ilhas", as torres onde vivem os ricos e a classe média que a sustenta. Com o passar das páginas, o personagem descobre que muitas das gangues são lideradas por gente controlado pelos figurões das ilhas (e isso ele acaba resolvendo) e que as ilhas só se importam com eles quando dão problema (e falar disso é contar o fim da história).
Criação do (aparentemente sumido do mercado) José Duval, Tempos de Guerra tem todos os elementos desse tipo de história, com arte meio estilizada meio realista, contando em cenas que vão compondo uma história maior. Com quase um quarto de século, as críticas que o autor faz à sociedade, à manipulação política e da opinião pública, a cultura do "pão e circo" e o pessimismo quanto à efetividade "soluções" contra o status quo dominante continuam todas presentes.

# Veredicto: Se achar num sebo, compre! Merece muito uma republicação melhor que o papel "jornal".
# Bom: roteiro, arte, como o autor lida com os personagens e o mundo na medida exata sem sobrecarregar a história com muitas "aulas" (mas isso acontece ocasionalmente) (e, parando pra pensar, fiquei querendo saber mais desse universo :P). E o velho Muls é aquele tipo de personagem terciário que é um achado :D
# Mau: muitos elementos da distopia de TdG não são exatamente novos, e o ponto mais baixo é o tratamento dado aos personagens negros, quase como se fossem uma tribo africana de filme estereotipado ("Mibú e sua tribo", por favor, né? ¬¬'), que fazem a diferença, mas são sempre os secundários. Um clichê ruim que já era velho no ano em que a HQ foi publicada.
68 páginas • publicado em setembro/outubro de 1993

Notas:
1) José Duval fez algumas histórias para a revista do Niquel Náusea na época [insiram aqui elogios à Fernando Gonsales por décadas fazendo tirinhas sobre biologia e não ter perdido a graça ainda] e publicou outra HQ, O Entrincheirado Hans Ribbentrop, que apesar de ser humorístico, não curti tanto.
2) curiosidade histórica aleatória: apesar do clichê da ficção científica de "pobres em baixo, ricos na parte alta" (e na vida real temos os preços caríssimos de coberturas de prédio), no império romano isso não acontecia. Haviam prédios de vários andares, as insulae ("ilhas", assim como na HQ, mas em latim), destinadas as classes mais pobres. O térreo era dedicado ao comércio, e os andares superiores (alguns textos falam em sete andares!) eram para moradia, e quanto mais alto você morava, menos você pagava - já que água não chegava lá facilmente, e bom lembrar que não existiam elevadores na época. No geral as classes ricas vivia em habitações térreas/sobrados, os domus e as villae (devo ter errado alguma info, sempre erro, mas no geral é isso :P)

• Quadrinhos A2 #5 (de Paulo Crumbim e Cristina Eiko): Histórias do cotidiano de um casal paulistano (e seu cachorro), com um toque de fantasia e exagero, sempre com bom humor e um senso de narrativa gráfica afinadíssimo - é o que você vai ter aqui. Vai ter história com desespero implícito sobre pum, história boba sobre catota (falante). História sobre o que passa quando resolve meditar em silêncio por horas e outras, tem também.

# Veredicto: estou sempre esperando a edição seguinte (geralmente tem um A2 por ano), por ser divertido, sem pretensão e a arte/diagramação só evolui.
# Bom: além de tudo acima, acabamento gráfico. O livretinho (apesar de se chamar A2, é quase um A5) é bem acabado, melhor que muitas editoras por aí.
# Mau: além do volume ser rápido de ler, não é o tipo de história que todo mundo curte. E também diria que a edição estava boa, mas não foi das melhores^^"
140 páginas • R$15 • Clique aqui e adquira no site dos autores!


• A Espada de Gelo (Disney): Mais um encadernado Disney (dessa série já resenhei "Iniciativa Super-Heróis", "Um Brasileiro Chamado Zé Carioca" e "História e Glória da Dinastia Pato"), dessa vez juntando as quatro histórias em que Mickey e Pateta participam de uma premissa simples mas eficiente: eles são transportados às Terras de Argaar, uma dimensão típica de mundos de fantasia (há elfos, há monstros, há magos, há um arquivilão, tem até mapa!!), geralmente para enfrentar o Príncipe das Névoas (e, principalmente, problemas derivados dele), mas sempre na noite da véspera de Natal.
Ao contrário do que se pode esperar, o camundongo fica quase como coadjuvante: Pateta é o "herói" da trama, apesar que o mundo e seus personagens nativos que tem o maior naco da força narrativa. Enfim, a Espada de Gelo não é uma grande trama ou obra prima, mas dá gosto ver que um mundo meio desconjuntado e genérico no primeiro episódio ganha personalidade gradualmente, e quase que uma mitologia própria. E descobrir que nem sempre os mocinhos se dão bem, mas saem melhores do que chegaram assim mesmo.

# Veredicto: me divertiu sem precisar desligar o cérebro, nem força-lo.
# Bom: os personagens "novos" são carismáticos, até por que são velhos conhecidos: o mago/sábio, os camponeses que tem de se virar como soldados, etc. Além disso, volta e meia a diagramação brinca com os quadros, fazendo eles assumirem formas estranhas ou colocando molduras nas páginas ou adotando soluções inusitadas.
# Mau: o texto introdutório tentando vender o peixe comparando A Espada de Gelo com Senhor dos Anéis ou Guerra nas Estrelas. Ignore isso - essa coleção de histórias não é tão grande-importante-megasaga como estas duas, mas tem sua própria personalidade. Outro defeito é o peso dos personagens Disney, mesmo com todo um ambiente legal em torno, Mickey continua o insosinho de sempre (deve ser por isso que virou coadjuvante) e Pateta está um tanto atenuado (senão não há epicidade que se sustente).
324 páginas • R$59,90


outras resenhas:

E a culpa nem é toda dos protestantes: desde cedo uso a palavra "trono" como eufemismo para "privada", com todas as piadinhas adjuntas - "dia de rei" é para mim (e muita gente) sinônimo de "piriri" e por aí vai. E desde que os fiéis começaram a usar a expressão "diante do Trono" (de Deus) meu cérebro automaticamente junta e meu lado mais consciente tenta separar a imagem mental mesclando o sagrado com o sanitário. -_-'
Daí o título do post.

(Por sinal, toda vez que leio no twitter sobre a série Guerra dos Tronos imagino uma festa onde a comida deu revertério geral nos convidados e não tem assentos para todos, daí a guerra).

A abobrinhagem acima foi pra resumir meu fim de semana: tive uma virose (não fui ao médico, mas aposto que se fosse, esse seria o diagnóstico - a medicina moderna reduziu tudo à "virose", até balas perdidas), em que tudo parou, fui trabalhar assim mesmo, me sentindo inflado a ponto de explodir e voltei pra casa pra cuidar do Bóris (nosso poodle, cada vez mais ancião....), ter sessões de descarrego ( :P ) e destruir de vez meus horários de sono. Tentei manter minha rotina batendo perna no centro de sábado (e conhecendo os banheiros de shoppings e estações de metrô, já que a natureza invocou), mas foi uma demolição da minha vontade de comer e de ficar acordado, só semi-recuperei no domingo e na segunda estava em melhor estado, mas não 100% ainda. Nessas, acabei não fazendo HQ para a newsletter que devia ter saído - mas tudo bem, esse domingo estou prometendo dose dupla ò_ó


Ia reclamar do uso excessivo de vocabulários específicos e expressões à ponto de perda de significado pelo uso de religiosos (e virar piada pelos não-crentes bem antes disso), mas todo grupo cai nesse erro, a esquerda e demais movimentos progressistas inclusos.

Já que abri a vibe "querido diário" do blog, terça eu tava no metrô escrevendo e alterando meu código (sim, eu tenho um diário em código, e ele está sempre em mutação. Não sou Tolkien, mas esse é meu vício não-tão-secreto :P), quando, ao chegar na Sé, a moça ao meu lado me pergunta, meio saindo mas ainda simpática.

- Ei, que língua é essa.
- É o código que uso pra escrever - achei incrível que disse sem papas na língua, anos atrás eu tangenciaria uma explicação.
- Ah, achei bonito, disse e se afastou.
Como é a segunda vez na vida que alguém aleatório no metrô me perguntou isso (muuuuuuito tempo atrás foi um cara, capaz de ter registrado aqui no blog)(registrei sim! Leia aqui!), fiquei feliz por ter tido tempo de dar um Sine Qua Non para ela antes dela sumir.

(deve ter me achado doido, e sou. Mas gente normal é chata)


Estes dias fui repassar uma mensagem do twitter (aka "dar RT") que apareceu, mas não consegui. Suspeitando, confirmei que o twitt foi escrito por uma pessoa que me bloqueou. Mas quem era ela? O que fiz para ela? Fui lá xeretar, achei o nome real por detrás dessa arroba, googleei para ter uma certeza de quem era a pessoa e enfim: era a amiga de outra pessoa com o qual tive um revertério social mais de década atrás.
Xeretando o perfil acima, só pelo desafio de encontrar, achei a arroba amiga dela - que saiu do meu radar faz tempo. Desafio resolvido acompanhado pelo fechamento das abas do navegador.
Lição aprendida: se você quer evitar alguém não coloque uma muralha em torno de você, isso chama mais a atenção ainda. Nerd que sou, lembro de uma HQ do Super-Homem em que o Coringa escondeu três vítimas que ele sequestrou em caixas de chumbo, já que o personagem não consegue enxergar através desse tipo de metal. Mas justamente por isso foram achadas rapidamente: como eram opacas à visão de raios-x do kryptoniano, se destacavam de tudo o mais e foram rapidamente localizadas, encerrando o plano infalível do inimigo do Batman que resolveu tirar férias em Metrópolis. Ambas as situações me pareceram a mesma coisa =p
E como não achei a cena acima na internet, peguei essa capa aqui no google, que parece misturar a os dois primeiros parágrafos desse texto numa figura só XDDDD

(e apesar da capa acima ser boba-besta, não acho que a pessoa foi, ela só usou o senso comum. Se é que foi isso mesmo o que aconteceu)

(The Red Ghost)
Ivan Kragoff, um cientista soviético, tornou-se famoso em seu país por suas avançadas teorias sobre radiação cósmica teorias baseadas na observação e estudo dos integrantes do Quarteto Fantástico, que tinham adquirido poderes sobre-humanos pela exposição aos raios cósmicos no, espaço (veja Quarteto Fantástico). Kragoff teve a idéia de partir com um grupo de macacos treinados para a órbita da Terra em um foguete de sua própria construção, para se expor à ação de raios cósmicos. Sem que os oficiais soviéticos soubessem, ele fez com que o lançamento de sua nave coincidisse com uma viagem do Quarteto à Lua, pretendendo encontrar Richards e usar os poderes que ele almejava adquirir para vencer o cientista que ele tanto invejava. Numa tempestade cósmica semelhante à que causou a transformação no Quarteto, Kragoff obteve a capacidade de tornar seu corpo intangível e os macacos que se encontravam com ele desenvolveram superpoderes. O Quarteto Fantástico combateu Kragoff, que havia assumido o nome de Fantasma Vermelho, bem como seus macacos, e o vilão derrotado foi abandonado na Lua pelos heróis. Passou algum tempo e o Fantasma forçou os quatro superseres a retornar à Lua para uma revanche. Ele foi novamente vencido na área azul do satélite, lar do Vigia (veja Vigia). No, final da batalha, Ivan caiu num transportador de matéria do Vigia e foi teleportado à Terra para seus líderes soviéticos que, decepcionados com suas duas derrotas, resolveram prende-lo na Sibéria. Criado por Stan Lee em 1962, o Fantasma Vermelho fugiu do confinamento, recuperou seus macacos e se aliou a entidades criminosas tais como o Toupeira, Attuma e o Unicórnio, sempre na intenção de destruir seus grandes inimigos.


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(The Ghost)
Joost Van Straaten era um honesto capitão de navio até que sua obsessão por encontrar um tesouro condenou toda a sua tripulação à morte numa tempestade. Por sua atitude, nem o céu nem o inferno o aceitaram depois de morto, e Straaten foi condenado a vagar eternamente pelos sete mares como um espectro, conhecido pelos mortais pelo nome de Holandês Voador. Criado por Stan Lee em 1969, foi Mefisto, o príncipe do Mal, que o retirou do limbo para transforma-lo no perigoso Fantasma - um ser com poderes suficientes para conquistar a alma do Surfista Prateado para o demônio. Sentindo pena do espírito torturado de seu inimigo, o Surfista derramou uma lágrima de compaixão por ele - fato que o retirou do domínio de Mefisto e estragou os planos do ser maligno (veja Mefisto).


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(Fandral)
Criado por Stan Lee em 1965 para ser um dos inseparáveis companheiros do deus do trovão (veja Thor), a figura de Fandral foi inspirada no grande ator Errol Flynn e sua personalidade, no famoso mosqueteiro D'Artagnan. Excelente espadachim e fiel súdito de Odin. Fandral é galanteador por natureza, além de poeta e excelente apreciador de vinhos. Juntamente com Hogun e Volstagg (veja Hogun e Volstagg), os três formam o que poderia ser chamado de "Os Três Mosqueteiros de Asgard".


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De passagem, só colocando isso aqui:

Fonte: Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil

Um velho ônibus "monika", que circulou em Sampa nos anos 60/70:


23set13 - estava exposto em frente à Prefeitura nessa época

E um lugar que merece ser visitado (nota mental: levar namorada, que gosta de museus e história) é o Museu da CMTC dos Transportes , de onde certamente devem ter tirado esse ônibus acima. Ao que me lembre, você consegue entrar nele. Ou conseguia, não vou lá há DÉCADAS.

Certa vez no século passado, fui fazer a matrícula do colégio (ou de prova para entrar nele, não lembro) e estava com meu irmão. Como a escola era perto do museu, fomos lá e estava saindo da garagem uma réplica do primeiro bonde, o camarão, cheio de crianças de uma excursão. Entramos de gaiato, demos toda a volta (que foi até perto da Barra Funda e voltou) e isso valeu o dia :P

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