Queria que este blog fosse focado em meu (
lerdo) processo de transição, o resto do "
querido diário" iria para o
blog aberto (ou outras redes), mas é complicado dissociar algumas coisas, tipo, estava curiosa com esse desenho aqui
A trama parece interessante, a personagem é similar a que estou escrevendo https://www.catarse.me/mushisan e vale como referência para a adolescência que não tive (e nem teria se fosse cis, a história se passa no começo dos 2000 :P) e é um cartoon com representatividade legal, tanto na escolha das personagens quanto no tema.
Só que, travei logo nos treze minutos porque se tem algo que me dispara todo tipo de gatilho é personagem passando mico público.
Assim: por motivo de tempo, sono, etc, vejo no fim do dia, parcelado. Não assisto muito mais que dez minutos, às vezes bem menos que isso. Inclusive, quem me acompanha em
Sailor Moon deve ter percebido que pauso trocentas vezes pra tirar os prints e.... se eu não printasse, ia pausar assim mesmo. Qualquer coisa q vejo sozinha, dou trocentas pausas.
Só que, assim o que é feito para ser consumido de uma vez vira uma experiência diferente. E a Mei (
protagonista), tem um mico com a mãe dela numa loja de conveniência, e foi uma sensação muito ruim. Não curto mesmo esse recurso de humor. Depois dessa cena, cada vez que a mãe tomava uma atitude, eu pausava a história para dar um respiro, na expectativa de ter de encarar sozinha outra cena ruim. Como a mulher é quase co-protagonista com a filha, imagina como uma atividade que deveria ser prazerosa estava deixando de ser para mim. Chegou ao ponto de eu, que odeio spoiler, avançar alguns minutos o desenho a cada sinal de que ela ia me incomodar de novo, para ver que tudo ia terminar bem, e voltar onde estava...
Aí, percebi que algo legal tinha deixado de ser, desisti. Talvez eu devesse terminar de ver de dia, mais desperta. Ou com outras pessoas, a história parece merecer ser vista.
O recurso de "humor" em que personagem paga vexame público acontece bastante. É um dos motivos para eu ter parado de ver
My Little Pony, faz anos deixei Spike fazendo papel de ridículo sozinho no meio de um estádio olímpico, e Um Dia retomo.

E não estou falando de "vergonha alheia", conceito que inclusive
não gosto. A questão é que em qualquer história a gente se projeta nos protagonistas...

Estes dias família viajou e pensei em comprar maquiagem básica, talvez alguma bijuteria, para ficar diferente em casa, sozinha. Fácil, né? Exceto que, para isso, teria de ir em loja, interagir com lojistas, ainda mais eu sendo fora da curva.
Ensaiei, ensaiei, ensaiei. Desisti.

Psicólogo conseguiu indicação de endócrino, é tipo o Grande Passo nesse processo. Fácil, né? Exceto que o e-mail dele volta as mensagens e, bem, a alternativa é... ligar =x
Não pretendo desistir, deve ter outros canais de comunicação. Mas não será fácil. É por isso que me identifiquei demais com a
Nanami.....