Inferno sonoro


Quando vi a postagem acima, da editora Draco, pensei que estivessem falando da nova identidade sonora da Linha Amarela do metrô daqui de São Paulo.


28abr26

Para quem não é daqui ou só não está sabendo, a linha privatizada do metrô decidiu fazer uma identidade sonora para cada estação. A idéia a princípio é boa, tem até uma explicação oficial nessa postagem aqui. Mas, como se percebe nos comentários da própria postagem, a idéia maravilhosa na prática virou um desastre. Namorada mesmo, começo do mês, foi pega de surpresa, cansada de uma longa viagem de ônibus e tendo de pegar o trem:
[15:08] PUTA QUE PARIU, NINGUÉM PENSOU NUM AUTISTA DESCOMPENSADO QUANDO FEZ A NOVA MÚSICA DA LINHA 4 AMARELA?????
[15:22] eu: A campanha eh ruim como um todo
[15:39] Eu dei um berro
[15:42] E nao foi dos bons
[15:43] Depois quis chorar e tomei um rivotril vencido Do alto da minha ignorância, vou palpitar aqui: a maravilhosa idéia não levou em conta a acústica das estações, a qualidade sofrível dos alto-falantes (não adiante querer tocar uma peça sofisticada com áudio de telefone) (Für Elise nos caminhões de gás já deveria ser uma lição faz tempo) e o barulho natural do público. Aí se soma ruído sobre ruído, um deles berrando, tentando se impor sobre os outros porque se acha lindo.

E aí a linha amarela se transformou em sinônimo de sofrimento auditivo
por mushi-san em 31/05/2026 13:20
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