Inferno sonoro

Quando vi a
postagem acima, da
editora Draco, pensei que estivessem falando da nova identidade sonora da
Linha Amarela do metrô daqui de São Paulo.
Para quem não é daqui ou só não está sabendo, a linha privatizada do metrô decidiu fazer uma
identidade sonora para cada estação. A idéia a princípio
é boa, tem até uma explicação oficial
nessa postagem aqui. Mas, como se percebe nos comentários da própria postagem, a idéia maravilhosa na prática
virou um desastre.
Namorada mesmo, começo do mês, foi pega de surpresa, cansada de uma longa viagem de ônibus e tendo de pegar o trem:
[15:08] PUTA QUE PARIU, NINGUÉM PENSOU NUM AUTISTA DESCOMPENSADO QUANDO FEZ A NOVA MÚSICA DA LINHA 4 AMARELA?????
[15:22] eu: A campanha eh ruim como um todo
[15:39] Eu dei um berro
[15:42] E nao foi dos bons
[15:43] Depois quis chorar e tomei um rivotril vencido

Do alto da minha ignorância, vou palpitar aqui: a maravilhosa idéia não levou em conta a
acústica das estações, a qualidade sofrível dos
alto-falantes (
não adiante querer tocar uma peça sofisticada com áudio de telefone) (
Für Elise nos caminhões de gás já deveria ser uma lição faz tempo) e o
barulho natural do público. Aí se soma ruído sobre ruído,
um deles berrando, tentando se impor sobre os outros porque se acha lindo.
E aí a linha amarela se transformou em sinônimo de sofrimento auditivo
por mushi-san em 31/05/2026 13:20
diário