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Astronauta: Convergência


(por Danilo Beiruth)

Deixa eu repetir duas coisas que escrevi nas resenhas anteriores: “A série Graphic MSP, onde artistas diversos recriam os personagens do Maurício de Sousa em histórias fechadas, é daquelas que compro religiosamente para conhecer artistas, para ler boas histórias e por TOC completista mesmo, não nego” (atualmente, as histórias não são tão fechadas. Vide o caso do próprio Astronauta) e “Aqui temos uma aventura rápida e com ritmo empolgante, mas que se mostra no fim um capítulo de um todo maior. Também pede alguma revisão de fatos anteriores (que não fiz :P), mas até que bem construído: são três versões do personagem meio que convergindo, explicando algumas pontas soltas.”.
Pois é, aqui estamos no fim do todo maior, ainda não fiz a tal revisão/releitura e, de novo, temos uma aventura rápida e com ritmo empolgante, não dá para negar. Quase todo o gibi é uma batalha de dois Astronautas de dimensões diferentes contra uma versão deturpada deles mesmos - tão deturpada que nunca vai se assumir vilão, sempre vai inverter os valores -, mais a conclusão de arcos menores (alguns bem clichezentos, tipo nascer criança em meio ao clímax da batalha... ou diversos personagens de outras histórias da série acompanharem a batalha de locais diferentes).

# Veredicto: boa conclusão da série, divertido para quem gosta de ação.
# Bom: diagramação e arte. Os personagens estão suficientemente bem escritos. Também tenho de elogiar o "diário de bordo", em que o editor conta toda a trajetória da série: é interessante e bem melhor que a manjada sequência de criação de páginas que praticamente todo autor das Graphic MSP usam.
# Mau: Astronauta NÃO conclui totalmente nessa edição: apesar do grande vilão ser derrotado (mas ainda vivo e prometendo vingança), a história tem tantos ganchos que provavelmente vai receber alguma multa do ibama. Imagino que, depois de alguns anos de respiro, teremos nova trilogia. Outro ponto é que a reprodução de tiras antigas do personagem, material interessantíssimo, está ilegível de tão diminuto. E, como essa HQ é meio antiga e não sei de corrigiram nas mais recentes, não vou reclamar que deviam repaginar a biografia dos autores, tá meio largada. Ops, reclamei :P
96 páginas • R$ 39,90 • 2022 • no site da editora

Notas:
1) jurava que Cris Peter, colorista, fosse um gringo. É uma artista gaúcha :) Falha minha e excelente surpresa!
2) para quem quiser acompanhar todas as Graphic MSP do personagem:
2012 • Magnetar
2014 • Singularidade (esses dois primeiros não resenhei)
2016 • Assimetria
Essas três histórias foram republicadas num encadernado em 2022: Astronauta: Integral - Volume 1 (com a HQ inédita “Silêncio Lunar”)
2018 • Entropia
2020 • Parallax
E, pelo que li, haverá um segundo encadernado esse ano com as três últimas graphic MSP do Astronauta.
3) a tal revisão que prometi vai acontecer quando sair o segundo integral. aí leio tudo junto e digo o q achei =p
4) essa é a primeira de oito resenhas “represadas” de Graphic MSP.

Índice de resenhas e movimentações da minha estante:

...e estou vendendo parte da minha coleção, veja a lista aqui

2025/02/26 18:10 · mushisama · 0 Comentários

Me Apaixonei Pela Vilã - livro 2


(por Inori)
Resenha do livro 1

Sabe, essa é uma das resenhas que queria ter feito um tempão atrás, mas NUNCA achava o tempo necessário para por as idéias de forma correta. Sorte que fiz toneladas de anotações durante a leitura (agradeço à Biblioteca da Ursal no telegram por aturar algumas delas), que vão me ajudar bastante, mas, mesmo assim, a resenha não vai ficar tão boa quanto o livro merecia.
Desde já, peço desculpas =_=

Antes de começar a resenha propriamente, queria comentar três coisas:
1) Como a série em inglês se chama “I'm in Love with the Villainess”, volta e meia acabo falando de “Me Apaixonei Pela Vilanesa” ou só “Vilanesa”. A palavra está erradíssima em português, nem o dicionário me salva (mas além de “vilã”, me informa que existe “viloa”, que é mais feio ainda). Mas estou nem aí: vou usar a palavra errada aqui e ali nas resenhas futuras.
2) Antes de conhecer essa série, conhecia outro anime (que também é adaptação de história seriada): HameFura, abreviação de 乙女ゲームの破滅フラグしかない悪役令嬢に転生してしまった… (Otome Gemu no Hametsu Furagu Shika Nai Akuyaku Reijo ni Tensei Shite Shimatta...)(“Eu reencarnei em um jogo otome como uma vilã com apenas bandeiras de destruição...”, sendo que “bandeira” aqui significa algo tipo “sinais”. Inclusive quero pontuar que amo estes nomes compridos de algumas histórias :P). Nele, assim como na história da vilanesa, a personagem morre na Terra e reencarna no seu jogo favorito. Mas dessa vez, como Catarina Claes, a vilã que está fadada a morrer ou ser exilada em TODOS os finais do jogo. E ela faz de tudo para evitar esse destino :P
Recomendo muito a primeira temporada do anime, a segunda é dispensável, imho, mas queria falar que é curioso ver, em um primeiro momento, a repetição de arquétipos de personagens em ambas as histórias. Mas elas logo divergem.
3) Isekais estão na moda. São histórias em que pessoas são transportadas para outros mundos. A grosso modo, Mágico de Oz e Caverna do Dragão são isekais (e existe a piada que Superman também é, afinal ele foi jogado de Krypton para a Terra) e existe uma longa tradição de animes e mangás com essa temática (RayEarth, Fushigi Yuugi). O que é preocupante atualmente é que em muitos isekais a personagem tem uma vida normal no Japão e MORRE, sem possibilidade de retorno e tem uma vida mais legal do lado de lá. Como há muitas histórias com essa estrutura, é sinal de que algo não está bem na sociedade a ponto dos leitores procurarem esse tipo de fuga.

Vamos ao segundo livro então mas, um aviso antes de começar: evitarei spoilers ao máximo, mas eles acontecerão.
Sendo assim, estejam avisados, avisadas, avisades =P

O primeiro capítulo do volume (e o quarto da série), “Balança da Paixão”, um capítulo menos slice of life e onde surge uma rival para Rei: Manaria, uma princesa de outro país, que desde criança abalou a (suposta) heterossexualidade de Claire - e que, contraditoriamente, torna canônica as esperanças românticas de Rei :P Mas a rival é odiosa, superpoderosa, altamente competitiva e o capítulo entra no clichê ruim de por o coração de uma pessoa como objeto de disputa sem perguntar para ela.
Mas aparece aqui um trecho pelos olhos de Claire (acho que o primeiro e um dos poucos nessa fase) e Rei só supera a rival por ser muito viciada em Revolution e conhecer cada detalhe obscuro possível do jogo onde, literalmente, foi enfiada =p

Férias” é isso. Nesse capítulo as personagens vão para uma cidade litorânea, tem uma aventura (a autora não é lá muito boa em descrever combates...) e aqui se abre espaço para aproximação entre Rei e Claire. E mais importante ainda: a nobre começa a ter consciência social, do quanto ela é privilegiada e tem uma vida confortável (apesar de que, por mais que eu simpatize com a autora, o conceito dela de pobreza é bem light comparado com a realidade que vivemos... bom, valeu =p).

N“O Segredo de Yur”, o terceiro/sexto capítulo, temos dois pontos altos altos da série toda: um pequeno diálogo sobre homossexualidade x religião que é quase uma aula e um precioso flashback da vida passada de Rei, quando ela se descobriu lésbica. Imagino que tenha uma forte dose de autobiografia aqui.
E também temos uma forma mágica de resolver disforia de gênero (invejinha), evento que nos leva à parte seguinte, “Palácio”, em o rei põe Rei (:P) para caçar corruptos, esta se lembra que teve um emprego na outra vida e aquelas habilidades podem ser úteis aqui :P E as conspirações e o cheiro de revolução (afinal, esse é o nome do jogo situado naquele mundo e isso não é a toa) está cada vez mais forte.
Até que, cabum!, chega o capítulo “Revolução”. Ou algo assim.

Me Apaixonei Pela Vilã é uma novela, com monte de personagens e subtramas. Algumas são esquecidas e são jogadas na tua cara quando você menos as espera e tem gente que você achava escrota que na verdade era o contrário disso. E nesse arco final tem encrenca, tem encontros, tem desencontros, tem personagens teimosas sendo mais teimosas. Temos a descoberta de que a capa do livro é uma mentira! (ao menos na primeira vez) E temos muita farofa, com todos os amigos aparecendo de longe para testemunhar o final fofo e feliz. Parabéns para a autora pela sinceridade =p
Livros com finais fofos são sempre necessários!

# Veredicto: melhor que o primeiro. Emprestaria e emprestei os dois volumes, inclusive a série foi minha “renascença” para a leitura depois de um longo hiato por causa da pandemia.
# Bom: a escrita da autora melhora - mas ainda é amadora, o que aumenta minha identificação com ela :P - e soube trabalhar a aproximação entre as personagens. Fora que quando ela põe suas próprias experiências e opiniões nas personagens, ela acerta e muito.
# Mau: além da revisão, o problema mais gritante é a encadernação ruim desse volume: meu exemplar está quase que se desmanchando sozinho. Também é chata a incapacidade da autora em marcar os diálogos, volta e meia ficava perdida com quem falava o quê, e a de criar tramas políticas realmente interessantes. **Inori** tem bons planos, mas executa de forma grosseira. Agora chato, mas CHATO mesmo é a forma anticlimática de como Rei conta para duas personagens a sua origem, de como sabe tanto daquele mundo... e a reação dessas pessoas.
520 páginas • R$ 59,90 • 2022 • no site da editora

Nota: esse trecho deveria ter ido para a primeira resenha ^^'' “Lembrando que a autora é amadora, tem limites visíveis, não tá fazendo uma revolução, mas apenas escrevendo uma boa historia. E tem diálogos que gostei pela franqueza.

Índice de resenhas e movimentações da minha estante:

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2025/02/24 18:24 · mushisama · 0 Comentários

Trabalhar dá sequelas 55: Biometria e Teimosia

Usar dados biométricos para fazer saques e outras operações é algo relativamente recente na firma, mas até que anda indo de vento em popa, tirando os probleminhas...

Mas, é aquela coisa, tem cliente que pergunta se tem de fazer a biografia em vez da biometria. Tem cliente que você pede o polegar e eles põem o indicador na máquina leitora, fora a indecisão de que mão é esquerda ou direita.
- É o dedão - mostro bem professorinha. Quase que começo a falar “mindinho, seu vizinho, pai de todos, furabolo e mata-piolho”, capaz de entenderem mais que “mínimo, anelar, médio, indicador e polegar”.


E, sim, tem gente com o dom de errar a senha e a biometria.
...e o campo para assinar no formulário.

Nota: “trabalhar dá sequelas” é uma coleção de pequenas cenas e abobrinhas, com um tico de maquiagem às vezes, que acontecem no meu emprego :P

Conversa no mensageiro:
Colega 1: Começando a pingar os que já cadastraram a biometria e ainda sim vem na agencia pra sabe-se lá o quê.
Eu: porque tão procurando levar um choque para ver se acordam
Colega 1: e se o povo soubesse o que tá fazendo na fila dava até pra triar quem recebe só com senha
Eu: dava
Colega 2, de cidade bem distante: Eu acho incrível, nos dias que trabalhei na minha cidade, que é um milhão de vezes maior do que a que trabalho, as pessoas vinham sacar os benefícios e pegavam fila quilométrica, daí chegava na vez, eu ia cadastrar a biometria e já tinha, daí dizia que não precisava mais pegar fila que era só sacar direto nos ATM e as pessoas: “Eu pensava que todo mês tinha que cadastrar a biometria pra depois conseguir sacar”. Minha cara:

🤡

Daí fiquei imaginando até onde vai a imaginação das pessoas
Eu: ou a falta de juntar lé com cré nas idéias
Eu: brinco que tem muita gente que se vc abrir a mão de repente e perguntar 'quantos dedos tem aqui', dá ela azul na cabeça deles
Colega 1: teve uma que perguntou o que tinha que levar pra sacar, eu falei que o RG e a mão
Eu: ahaahhaah
Colega 2: Só faltou perguntar: “mas e se eu não quiser levar a mão?”

Enfim, enquanto engravatados em salas com ar-condicionado pensam em tudo digital, o cliente real tem dificuldades em usar até a digital.

“falei com gerente de agencia no meu estado e ele falou que blablablá'
“a informação que ele te passou tá errada”
“essa é a quinta agencia em São Paulo que me fala que a informação está errada, mas o gerente lá...”

Provavelmente essa pessoa vai tentar em todas as agências da região metropolitana, e além.

“mas meu aplicativo diz que tá liberado”
“então conversa com ele, porque sou o único ser falante aqui dizendo que não e vc insiste”

“quero receber o benefício sem cartão”
“mas não tem o cartão?”
“tenho, mas deixei em casa”
“só com cartão que recebe”
“me ajuda aí, tenho de ir pagar uma conta”
“então ajude-se, vai em casa pegar o cartão e tire o dinheiro”
“mas eu to brigado com a patroa”
“só recebe com o cartão”
“obrigado ¬¬”
“de nada :D:D”

Passei o diálogo para colega de outra agência:
Colega: ele veio aqui
Eu: e ele?
Colega: aqui ele falou que tinha perdido
Eu: no que deu?
Colega: em nada. Não vai sacar.

Colega: estou com um senhor simpático querendo sacar de novo o benefício
...pela terceira vez essa semana
Eu: eita!
Colega: Ele tem Alzheimer e a família dele não segura de jeito nenhum
Esquece e aí todo mundo vira ladrão

“vc não tem o que receber”
“mas ó esse papel aqui ó...” ela diz com papel do governo
“mas ó esse papel aqui ó”, digo mostrando a tela que imprimi no sistema, com nada para receber.

Teve cliente (português, é sério) brigando para fazer depósito em €uro porque aqui é um banco e tem de aceitar deposito em €uro.
“então feche as portas, onde já se viu banco que não aceita dinheiro”

Trabalhar dá sequelas
2010 (1-14) • 2011-2013 (15-17) • 2014 (18-21) • 2015 (22-35) • 2016-17 (36-42) • 2018-21 (43-46) • 2023 (47-50) • 2024 (51-54)

2025/02/23 11:05 · mushisama · 2 Comentários

Trabalhar dá sequelas: índice 2024

Trabalhar dá sequelas” é uma coleção de pequenas cenas e abobrinhas, com um tico de maquiagem às vezes, que acontecem no meu emprego :P (e essa seção do blog mudou de nome em 2017, leia aqui o porquê).

2024:
Trabalhar dá sequelas 51: barraco!!!
Trabalhar dá sequelas 52: a complexidade do endereço
Trabalhar dá sequelas 53: O golpe está aí...
Trabalhar dá sequelas 54: A fila anda. Não parece, mas anda.

Trabalhar dá sequelas
2010 (1-14) • 2011-13 (15-17) • 2014 (18-21) • 2015 (22-35) • 2016-17 (36-42) • 2018-21 (43-46) • 2023 (47-50)

2025/02/23 07:15 · mushisama · 0 Comentários

Saga 10 e 11


(por Brian K. Vaughan e Fiona Staples)

Saga é facilmente uma das séries mais resenhadas nesse blog (a “resenha” das edições 4 7 8 9, para quem quiser ler)(o html tá quebrado e até 2099 pretendo corrigir) e apesar de estar ansiosa pelo retorno da série, ela entrou em um longo hiato após o nono encadernado... deixando os leitores com o coração na mão com aquela última cena.

Uma regra não dita deste quadrinho é que as histórias seguem o tempo real: ela ficou anos sem publicar, a trama avançou todos estes anos enquanto não estávamos lá para ver o que acontecia. Fatos mudaram, as forças que o movem continuam as mesmas: a guerra entre dois povos está lá, a família central tentando sobreviver como pode também.
Todos os personagens, mesmo os com cara de televisão, são bastante humanos (da sua forma...) e você se apega à muitos secundários... só que, outra regra não dita, mas bem escancarada: sempre tema o fim de cada volume, porque pode vir coisa ruim. Inclusive, amodeio Saga por isso.

Ah, o primeiro capitulo do volume dez tem, em cenas separadas, sexo, drogas e rock'n'roll. E aqui Hazel se torna mais um personagem do que era no primeiro arco... a menina que vimos nascer está crescendo, sabe? =)

Por fim, queria lembrar que Saga é uma série adulta, então acontece de termos nus, cenas de sexo, às vezes sem erotismo. E a violência, quando acontece, também não é idealizada.

# Veredicto: aqui começa a segunda metade da história e pretendo ler até o fim. E talvez, quem sabe, reler tudo de uma vez.
# Bom: as críticas sociais bem contemporâneas ao poder, trabalho, polícia, tudo. E acho legal que o estopim para alguns fatos foram em Saga foram livros.
# Mau: o hiato me fez perder o vínculo e me fez esquecer quem eram alguns dos personagens. E, pelos comentários, não é só comigo.
10: 168 páginas • 2023 • R$ 112 • no site da editora
11: 152 páginas • 2024 • R$ 115 • no site da editora

2025/02/19 16:30 · mushisama · 0 Comentários

Francis


(por Loputyn)

Melina é uma aprendiz de bruxa. Vive a vida louca, é irresponsável, trai a amiga, passa a noite com um ser invocado com cabeça de raposa que ela acha gostoso, perde a confiança de sua mestra, é expulsa do seu grupo, e tudo bem. Uma história onde o egoísmo é praticamente recompensado, a protagonista faz merda com gente legal e se sá bem - e nem isso é bem feito - , mais por imaturidade de quem escreve do que por alguma ideologia.
O gibi não se esforçou para escapar da minha pilha de vendas... (@joaninha_vende no instagram =p)

# Veredicto: bonitinho, mas o roteiro é bem qualquer coisa, sem surpresas. Provavelmente é uma Mary Sue da desenhista.
# Bom: a arte é linda, a capa dura com bordas arredondadas é um diferencial, o papel é do tipo cheiroso. A Dark Side realmente se esmera em vender livros como objetos.
# Mau: seria melhor se fosse um artbook. Existem fetixes e fantasias de fuga melhor escritas, sabe?
96 páginas • 2019 • R$ 59,90 • no site da editora

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2025/02/17 16:41 · mushisama · 0 Comentários

Por que tantas resenhas ultimamente?

Bom, mudei para cá entre 2019 e 2022 (teve uma pandemia no meio) e muitas das minhas coisas estavam (e ainda estão) no chão e em caixas. No fim de 2023, comecei a ter algumas renascenças: voltei a fazer tirinhas e “voltei” a ler com os livros da vilanesa (a pandemia e outros fatos me fizeram parar).
Embalada, em 2024 fiz várias leituras e a pilha de “a resenhar” começou a crescer e crescer, mas eventualmente sumiu na bagunça do quarto, sem ser tocada, porque hospedamos pessoas legais mais de uma vez naquele ano e tive de abrir espaço na bagunça para encaixar um colchão =)

Fim do ano comprei estantes novas, ampliei a que existe. Rapidamente liberei algum espaço no chão e desde então estou arrumando a bagunça que ainda está fora das estantes. Tem coisa que arrumei rápido, tem coisa que pede um trabalho mais demorado. E, nessa empreitada, encontrei a pilha de “a resenhar”. Assim, em nome da arrumação, resenhei tudo e terminei ontem =p Sorte que muita coisa tenho anotações, ou tem as conversas no grupo Biblioteca da Ursal, do telegram.
É um processo em que estou juntando todas as notas e comentários, folheando as publicações e montando textos. Alguns estão meio nas coxas, até porque li faz quase um ano, mas tem resenhas mais elaboradas... e montei montando um estoque, soltando duas por semana aqui no blog (mas logo acaba porque não li tanto assim). Nessa lista, só tem duas Graphic MSP que decidi reler para fazer direito, já que mal anotei ou lembro das histórias.

E, é isso.

2025/02/15 15:09 · mushisama · 0 Comentários

Os Diários de Amora: O Zoológico Petrificado


(por Joris Chamblain e Aurélie Neyret)

Momento XB (xique, bem): quando fui para a Europa com namorada, fomos para o museu dos quadrinhos em Bruxelas. E, numa lojinha anexa, tinha essa HQ à venda e a capa me chamou a atenção, mas não levei porque euro custa mais que dinheiro.
Anos depois saiu no Brasil e comprei. E era o que eu esperava pela capa: Amora é uma criança curiosa, que tem amigos, que gosta de investigar, que tem uma mãe ocupada e uma amiga escritora que à ajuda nos mistérios. Aqui ela e as amigas encontram um estranho personagem no bosque local, que levam à descoberta de uma história triste e uma reparação, quase que um renascimento. É tipo desenho europeu de TV paga, mas um pouco mais elaborado :P

# Veredicto: Infantil, vindo de uma realidade mais sossegada que a nossa.
# Bom: A arte, de longe, é o ponto alto.
# Mau: Justo a parte dos diários são bem qualquer coisa, prejudicada pela tipografia. E é uma pena a editora Nemo só ter lançado o primeiro volume, ganhado um premio e não seguir adiante.
80 páginas • 2017 • R$ 49,90 • no site da editora

Nota: acho curioso que, no original, a personagem se chama Cerise (cereja). Ponto extra pela adaptação acertada :P

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2025/02/12 16:58 · mushisama · 0 Comentários

Raji se foi ontem...

...e quero fazer um texto de despedida. Sempre faço um no blog.

Mas, um bicho de 16 anos é enorme, essa última semana com ele doente foi enorme, ontem foi um dia maior que muita semana que já vivi.

Vou fazer, mas vai ser daqueles textos que vou enrolar um tempo antes de ficar pronto.

2025/02/10 18:37 · mushisama · 0 Comentários

Valente por Você


(por Vitor Cafaggi)

Mais um gibi que comprei na pandemia e só abrir ano passado mas, ao tirar o plástico, descubro que está autografado XD
Aqui é o arco final das desventuras amorosas e desenvolvimento de Valente, um cachorro antropomórfico - em um mundo em que todo mundo é um bicho humanizado :p - no fim da adolescência e início da idade adulta.
São tiras legais, com cara de fechamento: até o grupo de RPG é “derrotado” pela vida, Valente finalmente acha que encontra o amor com Cindy, mas... a vida é diversa, e ele aprende uma enorme lição e sobe de nível. E temos um final aberto, mas que encerra de verdade a história a ser contada.

# Veredicto: Fofo e agridoce. Só vendo meus gibis se lançarem um compiladão com todas as tiras.
# Bom: Vitor Cafaggi sabe contar histórias, criar personagens e situações - profundas e divertidas. Além do traço dele ser para lá de fofo.
# Mau: Uma coisa que me incomodou mais e mais enquanto a série avança era o recorte social: os personagens tem faculdade paga, um primeiro emprego é mais uma possibilidade de crescimento que uma necessidade da vida, ir e voltar pro exterior é tipo visitar parente em outro estado. É quase mais irreal que animais falantes, sabe? =p
172 páginas • 2020 • R$ 26,90

Notas:
1) O autor teve outra série antes que é uma espécie de ancestral espiritual de Valente: Puny Parker, que conta a adolescente de um tal Peter que vai se tornar um tal de Homem-Aranha. E tem para download, mas não sei se os links são válidos ainda ou se existiram apenas três temporadas.
2) Esse é o volume final de uma série de seis livrinhos, mas isso não fica claro em lugar algum da revista.
1) 2011 • Valente Para Sempre (publicação independente, relançado pela Panini em 2013)
2) 2012 • Valente Para Todas (publicação independente, relançado pela Panini em 2013)
3) 2013 • Valente Por Opção
4) 2014 • Valente Para O Que Der e Vier (único que resenhei :P)
5) 2017 • Valente Para Onde Você Foi?
6) 2020 • Valente Por Você

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2025/02/10 18:26 · mushisama · 0 Comentários

Cartas de um diabo a seu aprendiz


(por C. S. Lewis)

Namorada leu, gostou, me recomendou e embarquei =)
O autor, para quem não percebeu ou não sabe, é o criador das Crônicas de Nárnia, e famoso por seus textos de apologia ao Cristianismo (ele era anglicano). E tinha isso em mente ao se ler esse livro: é uma série de cartas do demônio Maldanado ao seu querido Vermelindo, sobrinho e (como está no título) aprendiz.
Esse está tentando corromper um humano (inglês, durante a Segunda Guerra) e seu tio tenta lhe dar as dicas.

Pra ser sincera, demorei para pegar o ritmo da leitura. No começo tem muita informação e idéias de Lewis trançadas aos pequenos dramas do dia a dia de um demônio em aprendizado e as dificuldades com seu “paciente”. Aí comecei a deixar de lado o que não entendia (ou não concordava) e segui, guiada pelo que já conhecia e me diverti, porque as alfinetadas que valem até hoje são poderosas, o humor do nosso diabão missivista é delicioso e, assim mesmo, acho que absorvi algumas idéias.

# Veredicto: Com certeza, é um livro que pede uma segunda leitura.
# Bom: Amo, amo mesmo a quantidade de elogios na abertura da carta final. Já prevendo no que aquilo implicaria :P E várias questões levantadas continuam contemporâneas e é sempre bom alguém escrever delas de forma inteligente e bem-humorada.
# Mau: Obviamente, Lewis tem uns pontos de vista bem conservadores, especialmente na parte final, do "brinde". E às vezes pesa demais nos dogmas do sabor preferido dele da religião.
208 páginas • 2017 • R$ 59,90 • no site da editora

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2025/02/05 18:35 · mushisama · 0 Comentários

Caverna do Dragão - Aventuras de Sábado pela Manhã


(por David M Booher, Sam Maggs, George Kambadais)

Tenho um site de Caverna do Dragão - talvez meu primeiro “projetinho” na internet foi esse - e apesar de não ser uma fã louca devotada por tudo o que tem do desenho (longe de mim comprar os bonecos caríssimos da série), faço questão de todo material impresso do desenho: acho que tenho tudo de gibis, livrinhos e figurinhas lançados em língua inglesa.
Sendo assim, quando saiu os quadrinhos do desenho lá na Gringolândia, comprei os encadernados (foram 2 até agora) e esperei a edição nacional quando anunciaram.

O que temos aqui: texto que daria um episódio fraco do desenho, arrastado em quatro partes, com personagens às vezes descaracterizados. Até entendo o redesign de alguns personagens, mas a arte como um todo não ajuda.

# Veredicto: Não vale a capa dura. Espero que lancem as continuações, em nome da coleção apenas :P
# Bom: Deve ser o primeiro gibi exclusivo (no idioma original) do desenho em toda a sua história :P Com um pouco de sorte, teremos histórias e artistas melhores no futuro. Ou não.
# Mau: Caro. A arte é mais ou menos. Quem escreveu não viu os desenhos direito (alguns episódios eram escritos por quadrinistas de porte).
# Etc: Curioso que Caverna do Dragão atualmente dá para dividir em duas fases: 1) o desenho semi-obscuro (em seu país natal) dos anos 80, com alguns fãs e merchandising esparso 2) uma renascença de produtos e publicação de um anos para cá, talvez pela resolução dos direitos sobre o desenho e a oportunidade de nostalgia..
96 páginas • 2023 • R$ 49,90 • no site da editora

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2025/02/03 20:29 · mushisama · 0 Comentários

Acumulação de papel: janeiro/2025

O tópico recorrente que serve para:
1) Ser prova contra mim no dia que alguma estante cair em cima de minha cabeça e eu ficar soterrada em papel.
2) Manter esse blog vivo em meses sem assunto.
3) Controle auxiliar da coleção :P

Postagens anteriores: 06/2407/2408/2409/2410/2411/2412/24

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02/01 - O ano nem começa e me chega algo que estava acompanhando pelo tracking desde novembro:

Kickstarter
The Magical Land of Yeld - 2nd Edition: existe uma série de tiras online, Modest Medusa, que gostei muito de ter lido (parei na milésima, estou sempre me repetindo que preciso retomar). E uma época pensei em fazer um RPG para minhas tirinhas e fui pesquisar sobre personagens crianças nesse tipo de jogo: nos jogos normais, eles tratam elas como se fossem a mesma coisa (e, na infância, acontece um mundo de difenças com uns dois anos). Há jogos focados em personagens infantis, mas a maioria tende ao terror, não à aventura.
Aí surgiu The Magical Land of Yeld, com tom mais aventuresco e passado no mundo de Modest Medusa. Como tinha perdido a primeira edição, não deixei de pegar essa segunda e zero arrependimentos: o livro é lindo por dentro =)

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04/01

Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #12: “mãe, achei a capa bonitinha e levei para casa” =_='. Acaba no 16.

Comix
Spy × Family #13: é, outra coleção. Shhhh. (mas o povo fala que tá hilário)
Santuário dos Dinossauros #2: “vou comprar para a sobrinha” e acho que vai ficar comigo.
Vinland Saga #27: mais um elogiado que estou acumulando antes de iniciar a leitura....

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11/01

Comix
Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #10 e #11: “mãe, achei a capa bonitinha e levei para casa” =_='. Acaba no 16.

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17/01

Panini
Vingadores por Kurt Busiek e George Pérez: um omnibus nacional :P Tinha lido a versão da Salvat (e a continuação, em scan) e tenho até uma resenha rascunhada com bastante detalhes. Mas, quando soube que iam relançar tudo em busão, decidi comprar e fazer uma resenha definitiva mais para frente, quando eu ter e ler os dois volumes previstos. Em tempo: a Panini atrasou meses para entregar esse gibi(zão), entre outros.

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18/01

Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
A Saga do Superman #30/6: segunda parte dessa saga, que espero que vá até morte e retorno do Azulão =)
Choujin X #8: parece ser esquisito, vamos ver :P
Marriage Toxin #3: outro gibi despretensioso com resenha que me fez simpatizar.

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21/01 - me chegou um Castelo de Grayskull. Não é de papel, ainda vou escrever sobre, mas queria me exibir aqui :P

Amazão
Ultimate Homem-Aranha: vamos ver no que vai dar essa enésima recontagem de universo de HQ.

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24/01

Panini
Berserk #26: E finalmente fecho a coleção. Outro gibi com atrasão na entrega...

Catarse
Kojiki - Registro das Histórias Antigas: daqueles livros fundadores da literatura japonesa. Ouvi muito dele na faculdade (de língua japonesa, que abandonei). Quis :P

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25/01

Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
A Saga do Homem-Aranha #21: ainda vou definir meu ponto de corte, mas se essa série vingar, cortará varios gastos em dólar que pretendia fazer.
Delicious In Dungeon: Calabouços e Delícias #10: me pareceu ser legalzinho :P (série também conhecida como “Masmorras e Marmitas” :P - encerra no 14)
Diários de uma Apotecária #10: outra que estão comentando bem e decidi embarcar....

Panini Point Vila Mariana - se vou lá, é pra tapar buracos na coleção :P
After God #2: outro que fui pela capa, mas uma resenha me desanimou....
O Incidente de Darwin #7: mais um com boa resenha, mas também comprarei sem pressa.
Choujin X #7: parece ser esquisito, vamos ver :P
Marriage Toxin #2: outro gibi despretensioso com resenha que me fez simpatizar.

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31/01
Panini - aproveitei uma promoçãozinha marota pra fazer besteira...
Homem-Aranha - Edição Definitiva #13: quero ver como conseguir o resto da coleção sem ensandecer. Mas tentarei fazer escambo.
Quarteto Fantástico por Jonathan Hickman #1: fase elogiada (2 volumes) e o descontão me deu coragem.

• Queria dar os créditos aos sites que mais uso para pegar dados sobre as séries: Biblioteca Brasileira de Mangás e Guia dos Quadrinhos. E mapear minhas compras de 2025:

Ainda vou fazer um comparativo dos anos, mas estou planilhando os anos anteriores bem devagar.

Em janeiro, li:
Adeus, Eri
Astolat - O mundo particular de Parzifal e Elaine
• E estou me divertindo com Todas as Histórias Marvel

E, como prometido, fiz uma doação enorme de gibis em janeiro. Pretendo repetir a dose em fevereiro. A listinha, pros curiosos: Almanaque Guará (1 a 5); Astronauta (Magnetar, Singularidade, Assimetria), Ataque dos Titãs (30 e 32); Badger: Alucinado; Da Terra à Lua; Dc Encontra Looney Tunes; Dead boy Detectives; Desafiadores do Destino; Desviantes; Doutor Estranho (1 e 2); Doutrinador; Flash Gordon (no Planeta Mongo, o Tirano de Mongo); Flintstones 1; Future Quest (1 e 2); Future Queste Apresenta 1; Futuros Heróis; Gerações 3 (1 e 2); Guerras Secretas; Hansel & Gretel; Homem-Aranha 2099 Início; Invasion; Martha Washington in the Twent-First Century; Marvel 1602; Morte a Festa; Novos Atlantes; Novos Mutantes Filhos da Guerra; Novos titãs por George Pérez 4; One Piece 13; One Punch Man 21; Os Passarinhos; Pequenos Heróis; Principe Valente 1 (Pixel); Principe Valente (1939, 1949, 1957, 1937, 1938, 1948 e 1952); Pérola; Quack (1 à 5); Saga do Batman 6; Santo; Scooby Apocalpise (1 à 5); Strangers on Paradise (1 à 6); Supremos Edição Definitiva; Surfista Prateado Edição Histórica; Tintim (na América e no Congo); Tom Strong (a Invasão das Formigas Gigantes); Turma da Mônica (Laços, Lições e Lembranças); Turma da Mônica Lostinho; Uzumaki 1-3 (Conrad); X-men (8 17 21 10) (85 revistas, se contei direito).

2025/02/02 08:36 · mushisama · 0 Comentários

Astolat - O mundo particular de Parzifal e Elaine


(por Hiro Kawahara)

Em 2019 resenhei O Bestiário Particular de Parzifal e prometi que iria comprar a continuação da história, que estava sendo financiada num Catarse.
Acabei não fazendo - o segundo semestre de 2019 foi agitado e 2020 não existiu - e depois descobri que na verdade não haveria uma continuação, mas uma prequel.

E aqui talvez seja uma das fraquezas da obra: li a outra história uma era atrás, mal lembro do que aconteceu (e nem sei onde está o gibi, pra ser sincera) e fui tentando recolher as pistas durante a leitura. Mas como é uma história de origem, as tais pistas eram fiapos fracos demais para me segurar sem cair, e ela é extremamente dependente do que vem depois.
Um dia releio.

# Veredicto: a arte é linda - cores e traço - , mas é uma história que não conta muito mais do que a própria história.
# Bom: não vou elogiar a arte, é redundância. A personagem do primeiro arco é irritante por ser burra, o que a faz excelente como personagem.
# Mau: o roteiro é bom, com direito à leitura crítica, mas precisava de um tico a mais de feijão, para poder andar sozinho e dizer alguma coisa.
132 páginas • 2019 • R$ 45,00 • no site do autor

P.S.: outra obra do autor, A Sereia da Floresta, ganhou o 18th Japan Internation MANGA Award!
P.S.2: minha edição é autografada :P

Índice de resenhas e movimentações da minha estante:

...e estou vendendo parte da minha coleção, veja a lista aqui

2025/01/29 17:49 · mushisama · 0 Comentários

5 por Infinito


(por Esteban Maroto)

Sou uma pessoa antiga, mas não tão antiga para ver os anúncios de “Cinco por Infinitus” nas bancas.
Mas o suficiente antiga para garimpar para a minha coleção revistas antigas publicadas pela editora Ebal, e, adolescente, ver os anúncios de uma HQ que nunca li, com arte linda e uma premissa simples, mas com seu apelo: cinco pessoas de todo o planeta, com habilidades especiais (e nomes astronômicos: Antares, Alfa, Libra, Taurus e Argo) são convocadas por um alien benevolente para viverem aventuras.

Uns poucos anos atrás as histórias foram compiladas e lançadas pela Pipoca e Nanquim e consegui o gibizão com desconto numa feira do livro. É um volume grande, capa dura, muito bonito, assim como a arte em preto e branco. É um gibi espanhol cujo criador batizou o “Pescador Parrudo” da novela Kubanacan =p

E também uma obra dos anos 60/70, com uma arte linda, mas o roteiro carece, com vários dos vícios da época em que foi escrito: muitos episódios tem uma dama em perigo, erros crassos de astronomia (por pura falta de pesquisa. Tem toda a cara que o autor pegou um nome sonoro e enfiou na trama de qualquer forma. Não foi o primeiro nem o último a fazer isso, mas.... se você pelo menos cresceu lendo Superinteressante, vai se ofender), deus ex-machina
Os argumentos dos primeiros capítulos são típicos de desenhos de ação da Hanna-Barbera (Herculóides, etc)(o roteiro do capítulo 1 eu faria com treze anos. Até colocado pelo acaso tem xD ), mas evoluem para “episódio fraco da primeira temporada da série clássica e Star Trek” e algumas histórias no final são quase dignas dos gibizões antigos do Conan. Há uma repetição de temas oníricos e de citação da cor roxa, mas isso é mais uma coisa que notei que uma crítica :P

# Veredicto: Para mim, foi uma leitura lenta, dolorosamente lenta :P
# Bom: a arte é linda, um preto e branco de encher os olhos. A encadernação do volume também merece elogios.
# Mau: bonitinho, mas ordinário.
536 páginas • 2018 • R$ 149,90 • no site da editora

Tem uma resenha muitíssimo detalhada, com bastante carga informativa e com mais boa vontade com o quadrinho do que a minha no blog New Frontiersnerd

Índice de resenhas e movimentações da minha estante:

...e estou vendendo parte da minha coleção, veja a lista aqui

2025/01/27 20:16 · mushisama · 0 Comentários

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start.txt · Última modificação: 2022/06/17 18:30 por mushisama